terça-feira, 22 de março de 2011

Quantos eu te amo ??

amor de mãe é incondicional.Porque não depende daquilo que o filho tenha para oferecer. Não depende do que o filho possa vir a se tornar no futuro. Não depende dos dotes estéticos que o filho possua. Não depende de nada. Amor de mãe é incondicional porque simplesmente ama.
E todo filho é digno de ser amado. Não importam as limitações que ele porventura tenha. Não importam as deficiências que ele apresente. Não importa o tempo durante o qual ele esteja entre nós. Não existem vidas mais dignas do que outras. Porque toda vida é inviolável.
Muito já foi falado sobre este assunto. Talvez seja verdade que as palavras convencem, mas os exemplos arrastam. Eis, portanto, os exemplos. Em apenas três minutos. Quem pode dizer que não vale a pena…?
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Que a Virgem Santíssima, Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas e dos nascituros, seja em nosso favor. Que Ela, que é Virgem e Mãe, nos ensine o valor de uma vida. Que Ela nos faça entender que os mais fracos devem ser protegidos, e não eliminados. Que Ela interceda pelo Brasil.
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fonte:Deus lo Vult!

sábado, 19 de março de 2011

Campanha da Fraternidade "Fraternidade e Vida no Planeta"

Na luta pelo meio-ambiente somos colocados diante de uma escolha: cultuar a Natureza como uma divindade e promover o neo-paganismo ou colocar-nos diante do Criador numa atitude de humilde obediência ao seu desígnio e ser verdadeiros cristãos.
É com esta atitude de servo que o homem é chamado a dominar sobre a criação (Gen 1, 28). Ao se fazer homem, Deus concedeu uma maior dignidade ao ser humano. Por isto, o Papa Bento XVI nos recorda que existe uma ecologia do homem.
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“Deve-se proteger também o homem contra a destruição de si mesmo. É necessário que haja algo como uma ecologia do homem, entendida no sentido justo. [...] O homem pretende fazer-se sozinho e dispor sempre e exclusivamente sozinho o que lhe diz respeito. Mas desta forma vive contra a verdade, vive contra o Espírito criador” (Bento XVI, Discurso à Cúria Romana, 22/12/2008).
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“A arrogância do homem que vive como se Deus não existisse, leva a explorar e deturpar a natureza, não a reconhecendo como uma obra da Palavra criadora. [...] Acolher a Palavra de Deus atestada na Sagrada Escritura e na Tradição viva da Igreja gera um novo modo de ver as coisas, promovendo uma ecologia autêntica, que tem a sua raiz mais profunda na obediência da fé, e desenvolvendo una renovada sensibilidade teológica sobre a bondade de todas as coisas, criadas em Cristo” (Bento XVI, Verbum Domini, 108)
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Fonte:http://padrepauloricardo.org/blog/parresia-17032011-campanha-da-fraternidade-fraternidade-e-vida-no-planeta/

sexta-feira, 18 de março de 2011

A vocação do silêncio

Tudo que sabemos dele é que era um homem justo. No mais, silêncio. Assim é que as sagradas escrituras delineiam a figura de Iosseph Ben Iaakov ou, simplesmente, José, esposo de Maria.  

Neste dia 19 de março, a Igreja celebra este grande santo, que viveu em profusamente a vocação do silêncio, da escuta e da fé.

Os autores sagrados não colocam nenhuma palavra na boca de José. No entanto, a partir de uma Lectio Divina dos primeiros capítulos do Evangelho de São Mateus, contempalmos a vida de um homem que tinha uma intimidade profunda com Deus, que sabia ouvi-lo e que prontamente se dispunha a cumprir o mandato do Senhor. José obedecia porque tinha fé. Assim como Abraão, José teve fé e acolheu Maria e Jesus. Mais do que isso, assumiu plenamente a paternidade do menino e foi para este um escudo, um véu protetor. José cuidou do lar de Nazaré em todos os aspectos. Deu a Jesus proteção, amor, alimento, dignidade e, acima de tudo, a cultura judaica. Certamente foi José quem iniciou Jesus no conhecimento da Lei e dos Profetas, dos quais o Menino era o pleno cumprimento. 

Assim, neste dia de São José, pedimos a Deus, por intercessão deste baluarte da Igreja, que nos conceda a graça do silêncio e da fé obediente. Amém.

São José, rogai por nós!

quarta-feira, 16 de março de 2011

A Batina do pobre




Por Prof. Carlos Ramalhete
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Costumo dizer que a única coisa boa que a TV Globo já fez no Brasil foi não deixar as pessoas esquecerem que padre usa batina. Para a imensa maioria das pessoas, hoje em dia, padre de batina é coisa que só se vê em novela. É uma pena.
Além das questões legais (o Código de direito canônico manda usar, sendo contudo legalmente permitida no Brasil a sua substituição pelo "clergyman") e espirituais (a batina é um sacramental), há uma questão social e psicológica que me parece estar sendo deixada de lado por muita gente boa.
É simples: a batina é um uniforme. A diferença maior entre o pobre e o rico, entre quem serve e quem é servido, é que o pobre, geralmente, trabalha de uniforme. Seja o faxineiro ou o trocador do ônibus, o porteiro ou a mocinha que serve atrás do balcão, é a impossibilidade de escolha do vestuário que designa quem está ali para servir.
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É até curioso perceber como é geralmente fácil descobrir o dono de uma lanchonete ou padaria: enquanto os empregados estão todos de uniforme, frequentemente com direito até a touquinhas tampando os cabelos, o dono é o único sujeito atrás do balcão que não usa uniforme. É como um delegado de polícia entre soldados da PM, como um doutor que passa altaneiro entre os faxineiros que, anônimos, varrem os corredores.
O objetivo primeiro do uniforme é justamente este: a negação da
personalidade. É por isso que os "bacanas" fogem do uniforme como o Diabo da cruz, mas o impõem aos menos afortunados. O faxineiro é o faxineiro; o "bacana" é o Doutor Fulano. Doutor Fulano usa gravatas vistosas, terno que brilha, sapatos engraxados. O faxineiro é invisível, não tem nome, não tem brilho, não tem nada que não o seu humilde serviço, que só é percebido quando não é feito. Ele é faxineiro.
Um pesquisador da USP fez uma curiosa experiência, que lhe valeu um livro ("Homens invisíveis – Relatos de uma humilhação social", de Fernando Braga da Costa, ISBN 8525038911): uniu-se aos faxineiros da própria universidade, onde estudava e tinha amigos e colegas aos magotes. Ele simplesmente sumiu. Desapareceu atrás do uniforme: pessoas que sempre o cumprimentavam não mais o viam, amigos passavam por ele sem perceberem sua existência… De homem, de personalidade que faz escolhas (inclusive de vestuário), ele passou a ser um ente categorial: um faxineiro sem nome, invisível como os meios-fios que lava e as latas de lixo que esvazia.
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O mesmo acontece com a mocinha atrás do balcão, com o motorista do ônibus ("aquele ônibus me fechou!"), com, em suma, todos os pobres que a sociedade não quer ver afirmados como pessoas.
O padre que usa batina afirma-se, assim, categorial: ele não é o Fulano, mas é um padre, é alguém que está ao serviço dos outros. A batina é um componente da pobreza evangélica, que é negada quando o padre se dá ao luxo de escolher roupa, parecer "bacana", de poder escolher – ao contrário do faxineiro ou da moça atrás do balcão – se vai ou não servir.
O padre de roupa social parece um "doutor", alguém que é percebido como uma pessoa que faz escolhas, que atende quem quer atender, que ou bem não está "no serviço" ou bem é importante o suficiente para definir os termos do seu serviço, como o dono da padaria. Para os mais pobres, isso é algo que faz do padre uma figura psicologicamente distante. Quem é faxineiro, quem é trocador, quem trabalha de uniforme reconhece sempre que por trás do uniforme há um ser humano. Mas também reconhece no uniforme o sinal do serviço, o sinal da disponibilidade para atender. Quem é "bacana", quem trabalha sem uniforme, vê do mesmo modo no uniforme do padre – a batina – um sinal de disponibilidade.
A disponibilidade do padre é e deve ser absoluta, por não ser, como é o caso dos outros trabalhadores de uniforme, algo limitado a uma dada situação. O trocador do ônibus, fora do veículo, não é trocador: é apenas trabalhador, identificado como tal pelo seu uniforme. Mas o padre nunca está "fora do serviço", porque não serve à companhia de ônibus, mas a Deus e, por Ele e n’Ele, aos homens.
Passar desapercebido, como passa o faxineiro quando vestido com suas roupas de folga, não é para o padre uma opção. Ele deve estar disponível para o escarro do herege e para a confissão do fiel, porque não há folga no seu serviço..
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O mesmo, evidentemente, vale para o hábito religioso das freiras e
frades: se eles o usam, mostram estar "em serviço", mostram estar à disposição para quem precise de uma oração, para quem precise de ajuda. Chega a ser engraçado ouvir de alguns padres a justificativa furadíssima de que não usam batina porque querem se identificar com "o pobre"! Só se for com o pobre de folga… ou com o rico que alguns pobres sonham em ser.
Pobre usa uniforme quando trabalha. Quem o dispensa, ou melhor, quem a ele não é obrigado, é a madame – e o que há de freira fantasiada de madame! -, é o "doutor"- e o que há de padre com roupa social, entrando ou saindo de um carro, indistinguível, para todos os que estão em torno, de qualquer rico acumulando bens e negando serviço!
O uso do "clergyman", a meu ver, apresenta também este problema: é próximo demais de um terno, de uma roupa de quem, por sua posição social, pode se dar ao luxo – negado ao pobre – de negar seu serviço. Como todos sabem, o uso do "clergyman", originalmente, uma roupa usada por "pastores" protestantes, surgiu na Igreja como uma forma de apagar a identidade do sacerdote, tornando-o indistinguível dos protestantes em lugares onde padres corriam o risco de ser atacados na rua, tamanho o sentimento anti-católico.
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É por isso, por ser em cada país diferente a situação do clero, que a legislação canônica faculta às Conferências episcopais de cada país autorizar ou não o uso do "clergyman" em substituição à batina. Presume-se que a Conferência possa distinguir se é ou não necessário "esconder" o padre. No Brasil, é ridícula a idéia de que isso seja necessário, o que faz da permissão dada pela CNBB um abuso de um direito lícito. Em outras palavras: é permitido usar o "clergyman" no lugar da batina no Brasil, mas não existem as razões que autorizariam esta substituição, apenas o frio texto da lei.
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Cumpre mesmo observar que só reconhece no "clergyman" uma roupa de padre quem já é "de Igreja", quem já viu padres assim vestidos. A TV Globo, graças a Deus, manteve viva a percepção nas massas afastadas da Igreja de que padre usa batina: para quem não é "de Igreja", o "clergyman" indica que seu portador é um "pastor" protestante, não um padre.
Há ainda outra razão para o uso da batina, igualmente importante: a simbologia deste um uniforme específico. Assim como a roupa do faxineiro o faz ser indiscutivelmente um faxineiro e a roupa do motorista faz com que ele não seja confundido com o atendente da lanchonete, a batina mostra que ali há um padre. O hábito não faz o monge, mas o identifica.
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Isto tem vários benefícios. Para o padre, há o benefício imediato de que sua condição será sempre reconhecida antes mesmo que abra a boca. Por exemplo, a mocinha que vê o rapaz bonito vestido de batina vai logo suspirar que é um "desperdício", sem achar que ele possa ser um namorado em potencial. Isto vai livrar o padre de algumas tentações mais perigosas que a média, e vai livrar a mocinha de um desapontamento sério. Afinal, a moça honesta não tenta seduzir o padre que ela sabe ser padre, mas pode tentar e conseguir seduzir o padre que ela não identificou como tal e que, por fraqueza, não desfez o malentendido. A chance de um momento de fraqueza se transformar em uma relação desorganizada duradoura é muito menor para o padre cuja batina à vista afasta desde logo as moças honestas. Resta-lhe apenas lidar com as que querem um "troféu" sacrílego, mas estas dificilmente quereriam uma relação duradoura. São quedas de que é mais fácil se levantar.
Do mesmo modo, o reconhecimento do padre como tal faz com que ele seja chamado na rua quando há um acidente e alguém jaz moribundo, para ministrar-lhe os sacramentos, quando há uma crise espiritual em andamento, o que pode salvar uma alma e mesmo uma vida (conheço um padre que, reconhecido pela batina, foi chamado numa lanchonete e convenceu uma moça a não abortar), quando há, em suma, a necessidade do seu serviço.
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E, finalmente, o padre de batina, como a freira ou o frade de hábito, servem como "homens-sanduíche" (aquelas pessoas com placas enormes na frente e nas costas, anunciando a compra de ouro ou os serviços de uma lanchonete): eles anunciam que Deus não esqueceu de nós. A simples visão de um padre ou freira pode servir, e serve, para muita gente como um "recado" de que devem se emendar, devem procurar voltar à Fé. É uma presença da Igreja no mundo, mais forte que os sinos da Matriz ou que milhares de campanhas de propaganda. É um bem enorme prestado à sociedade, um lembrete de que há algo além da cobiça, da luxúria, do orgulho.
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Que Deus abençoe todos os padres e religiosos que andam pelo mundo sem medo de mostrar que, como qualquer outro pobre, estão em serviço. Um serviço, porém, que não acaba e que não tem folga: o serviço do Bem.

terça-feira, 15 de março de 2011

Sobre mocinhos e bandidos

Esta história eu faço questão de contar, só de raiva. Descobri-a hoje à tarde, no Twitter. Aconteceu em Cuiabá, sexta ou sábado que passou.
Uma família estava voltando para casa quando foi surpreendida por uma dupla de assaltantes armados. Fizeram a família de refém, e começaram a vasculhar a casa em busca de objetos valiosos. Trancaram a família no quarto, onde – por obra da Divina Providência – estava guardada a arma de um dos filhos, que era campeão regional de tiro. Ele a carregou e, quanto um dos ladrões entrou no quarto e apontou um revólver para a mãe do rapaz, este atirou nele e o matou. Atirou também no segundo meliante, que infelizmente conseguiu fugir mas logo depois foi capturado pela polícia.
Aí o Diário de Cuiabá pega e noticia este fato da seguinte maneira:
E assim, graças à fantástica magia das manchetes de jornais, a legítima defesa vira assassinato, um assaltante ao qual se ofereceu resistência transforma-se em adolescente assassinato e a vítima do assalto, que teve a coragem de reagir para proteger a sua família, é transformado em atirador assassino.
O absurdo era muito grande para passar incólume. A matéria foi removida do site. Ainda se encontra no cache do Google. Não sei se o responsável por ter colocado esta matéria criminosa no ar foi devidamente expulso do jornal, como seria justo. Sei que, até onde pude notar, o jornal não colocou nenhuma errata, nenhum pedido de desculpas, nenhuma nota indicando o seu erro, nada – simplesmente deu sumiço na matéria como se ela nunca tivesse existido. Também não sei se os responsáveis pela absurda prisão em flagrante do garoto que salvou a vida da sua família serão punidos como devem ser.
Sei, no entanto, que o garoto é um herói – a despeito das atitudes kafkianas das autoridades policiais e da imprensa. E sei que, graças a Deus, não sou o único a considerar os fatos desta maneira – basta olhar a página de comentários do Diário de Cuiabá onde a notícia originalmente estava. A despeito das tentativas “do alto” de inverter a realidade e transformar as coisas no seu contrário, o povo (ainda) tem o juízo no lugar. Graças a Deus.
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fonte:http://www.deuslovult.org/

A moda de mostrar o sutiã



 Autor: Julie Maria
 

O adjetivo “íntima” para indicar algumas peças do nosso guarda-roupa merece mais atenção. Se a moda sempre tenta trazer alguma “novidade” para vender seus lançamentos, existem alguns princípios “eternos” que nunca devem “sair de moda”, para quem põe a virtude da modéstia como prioridade na hora de escolher a roupa. Um desses princípios é este: a roupa íntima deve ficar totalmente velada (nem ela, nem sua marca devem aparecer).

Esse adjetivo para determinadas peças (atualmente sutiã e calcinha para as mulheres e cueca para os homens) indica que essas roupas são inadequadas para serem vistas “por qualquer um”. O que Simoncini (1991, p.12) escreve sobre o valor da intimidade pessoal nos ajuda a entender por que a roupa íntima deve ficar escondida de todos os olhares públicos: “o que é ‘íntimo’ identifica-se com o que é ‘pessoal’. [...] Há coisas tão íntimas que, ao tornarem-se públicas, esvaem-se, perdem valor, e a pessoa sente-se de certo modo violentada. É como se uma parte de si mesma de despedaçasse e se perdesse no exato momento em que caiu no domínio público.”[1]

Este ensino é claramente confirmado pelo Catecismo da Igreja quando diz que o pudor “inspira um modo de vestir” e “protesta contra a exploração do corpo humano em função de uma curiosidade doentia (como em certo tipo de publicidade), ou contra a solicitação de certos meios de comunicação ir longe demais na revelação de confidências íntimas.” A roupa íntima modesta simboliza algo daquilo que deve ser protegido pela pessoa, e apenas a virtude do pudor pode inspirar “um modo de viver” de acordo com a pureza e assim permitir às mulheres católicas a “resistirem às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes”.[2]

A roupa íntima é a peça que deve ficar entre a pele e a roupa da pessoa. Isto é, ela separa o que é visível aos outros, daquilo que deve permanecer velado. A roupa “íntima” leva esse nome justamente porque revela algo da nossa intimidade: revela partes do nosso corpo que não devem ser mostradas. Aliás, a maioria dos vestidos que são usados hoje serviriam como “roupa íntima”, por cima das quais deveria vir a roupa propriamente dita. Basta olhar as camisolas – de não muitos anos atrás – e percebemos o quanto a intimidade foi violentada.

A “nova moda”, tão mundana e vulgar de mostrar o sutiã, é indigna da mulher.[3] Nota-se uma vulgaridade excessiva nessa “moda” que já invadiu as ruas brasileiras e também nossas paróquias!

No momento em que a mulher está disposta a mostrar uma peça íntima a “qualquer um”, está enviando uma mensagem por sua forma de vestir (ou desnudar): está dizendo que não se preocupa com sua intimidade, que “qualquer um” pode ver aquilo que deveria ser reservado apenas ao seu esposo; está dizendo, enfim, que não se valoriza. Modas que estimulam a mostrar o sutiã, ou qualquer peça de roupa íntima, são modas decadentes que fazem cair em suas armadilhas até mães e avós!

Pelo contrário, a mulher pura deveria tornar realidade as palavras deste esposo: “O respeito pelo segredo da união conjugal, pela profundidade, delicadeza e caráter rotundamente definitivo dessa intimíssima entrega, constitui o pressuposto da pureza. É o respeito que, antes de mais, permite compreender como é pavoroso invadir abusivamente esse campo íntimo, compreender até que ponto há nessa invasão uma profanação e uma degradação de si mesmo e dos outros.” [4]

Redescobrir o valor que temos frente a Deus, frente ao nosso esposo, frente à nossa família, talvez seja um bom começo para não aceitarmos certos modismos lançados por pessoas que, aproveitando-se de sua fama, induzem outros a se rebaixarem. E se a mulher mesma não valorizar sua intimidade, seu tesouro, sua pessoa, como poderá exigir que outros a valorizem ou respeitem?

Que este outro trecho do livro “O pudor” nos inspire a guardar com todo cuidado e zelo a nossa intimidade, e refletir na nossa veste o alto valor que damos a ela:

“Quanto mais rica é uma personalidade mais precisará de privacidade, tanto maior amplidão e valor terá a sua intimidade. São estes os casos em que o senso do pudor é mais forte. As pessoas frívolas, pelo contrário, aquelas que se revelam carentes de uma autêntica vida interior, estão mais inclinadas a tornar pública a sua intimidade. Na sua pobreza moral, consideram-na coisa de pouco valor. Embora sejam egoístas, não se apreciam pelo que valem; não têm escrúpulos em expor-se à curiosidade igualmente frívola daqueles que somente se interessam por assuntos vazios e inconsistentes.” [2]

Diga “não” a modas que são decadentes e passageiras, mas que podem marcar para sempre sua pureza, tão cara a Nosso Senhor!

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Fonte: http://modaemodestia.wordpress.com

[1] SIMONCINI, Ada. Pudor. São Paulo: Ed. Quadrante, 1991.


[2] CIC 2523


[3] Não apenas o sutiã, mas a moda mundana atual quer a mulher andando na rua praticamente nua. Não tendo como ser mais indecente, ela insiste em mostrar a calcinha, o sutiã, os seios, a coxa, e todo o corpo. Onde vamos parar?


[4] Dietrich von Hildebrand em: http://www.quadrante.com.br/Pages/servicos02.asp?id=214&categoria=Valores_Virtudes&tubcategoria

domingo, 13 de março de 2011

Amar a Deus sobre todas as coisas

O primeiro domingo da Quaresma começa com Jesus no deserto, quarenta dias para ser tentado. Segue o texto do evangelho de Mat 4, 1-11 :
1. Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser tentado pelo diabo. 2. Ele jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. 3. O tentador aproximou-se e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” 4. Ele respondeu: “Está escrito: Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. 5. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo. 6. E disse-lhe: “Se és Filho de Deus, joga-te daqui abaixo! Pois está escrito: Ele dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te carregarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”. 7. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus!” 8. O diabo o levou ainda para uma montanha muito alta. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza, 9. e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar”. 10. Jesus lhe disse: “Vai embora, Satanás, pois está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto”. 11. Por fim, o diabo o deixou, e os anjos se aproximaram para servi-lo.
As três tentações fazem referencia a forma com a qual o homem é chamado a amar a Deus, uma forma perfeita, como relata o Deuteronômio “Amarás o senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de toda tua força” (Dt 6,5). Jesus ao fim das tentações demonstra a forma do amor perfeito.

A primeira tentação – Não amar a Deus de todo teu coração - Ou seja, com todos os teus desejos interiores. Quando o Senhor nos conquista e nos convida para trilhar um caminho de santidade, a primeira tentação do demônio é fazer-nos colocar nosso interior em outras coisas que não o Senhor, nossas paixões, relacionamentos, afetividade, etc. Também conhecida como a tentação do Prazer.

A segunda tentação – Não amar a Deus de toda tua alma – Ou seja, com tudo que és, com teu corpo físico, alma e espírito. O homem com todo o seu ser, sem divisão. O Senhor nos quer por inteiro, nosso corpo é muito atingido pelo sensualismo das danças, do vestir, etc. Somos chamados a sermos inteiros do Senhor até o martírio se necessário. Essa tentação também pode ser conhecida pela tentação do Poder.

Por fim a terceira tentação – Não amar a Deus com toda força – Ou seja, tuas riquezas, teus bens, é a tentação dos bens materiais. Colocar o que temos acima do Senhor, bens materiais, profissão, estudos. Também conhecida como tentação do Possuir.

Neste evangelho o Senhor nos convida a Amar a Deus sobre todas as coisas, deixemos que o Senhor venha em nosso auxilio, transformar nossos corações para que sejamos inteiramente dele. Não tenhamos medo de ofertar-nos por inteiro ao Senhor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Só uma palavra sobre a Quaresma

Nesta última quarta-feira, 9 de Março, iniciou-se um novo tempo Quaresmal, um tempo onde a igreja nos convida a trilharmos um caminho de preparação em vista da Páscoa de nosso Senhor . Quaresma é esse período de 40 dias que antecede a semana santa que se encerra com a Páscoa de Cristo, que para nós cristãos, é a maior festa da igreja, pois é quando Jesus se despoja inteiramente de si, ofertando a sua vida por cada um de nós, para nos dá vida nova. Neste tempo unimos a nossa vida à de todos os cristãos em três grandes graças que Cristo nos apresenta: Jejum, esmola e oração.

O jejum, que nos faz lembrar que não só de pão vive o homem, mais de toda palavra de Deus. É através do jejum que mortificamos nossa carne e purificamos nossa alma, contribui para auto domínio sobre os instintos e para liberdade de coração. A esmola, que segue o ritmo das obras de misericórdia, neste caso a corporal, que consistem, sobretudo em dar de comer a quem tem fome e dar de beber a quem tem sede, é um dos principais testemunhos de caridade e uma pratica de justiça que agrada a Deus “Quem tiver duas túnicas, reparta-as com quem não tem, quem tiver o que comer, faça o mesmo” (Lc 3,11), nos ensina a sermos mais solidário com nossos irmãos. E por fim a oração, que nos abre para escutar de Cristo os verdadeiros mandatos para este tempo, Jesus orou durante os quarenta dias que passou no deserto e foi a oração que fortificou para sua paixão, morte e ressurreição.

Neste tempo de uma forma mais profunda também somos chamado à conversão, esse dinamismo de conversão e penitência foi descrito na parábola do “filho pródigo”, cujo centro é o “Pai das misericórdias”: a ilusão de uma falsa liberdade, o abandono da casa paterna; a extrema miséria que se encontra o filho depois de esbanjar a sua fortuna; a profunda humilhação de ver-se obrigado a cuidar dos porcos e, pior ainda, de querer matar a fome com sua ração; a reflexão sobre os bens perdidos; o arrependimento e a decisão de se declarar-se culpado diante do pai; o caminho de volta; o generoso acolhimento e a alegria do pai: tudo isso são traços específicos do processo de conversão. A túnica, o anel e o banquete da festa são símbolos desta nova vida do homem que volta para Deus.

Coloquemos nosso coração e nossa vida nas mãos do Senhor, para que assim como o filho pródigo encontrou acolhimento nos braços do pai, nós, pelo caminho de preparação da Quaresma também sejamos acolhidos na alegria da ressurreição.

Referência: Catecismo da Igreja Católica. 1434, 1439, 2447, 2462

quinta-feira, 10 de março de 2011

Fugir, Covardia ou Sabedoria?



Estava a rezar o terço, quando me deparei com uma frase do Pai Nosso que nunca havia contemplado como dessa vez… “Não nos deixeis cair em tentação”, e fiquei imaginando, as tentações existem em toda parte, no nosso mundo Erotizado, e cheio de malícia, para onde olharmos, lá estarão às tentações a nos rodear, como diz a Palavra de Deus, como um leão faminto esperando para nos devorar. Percebi então que quanto mais às enfrentamos, mais cairemos nelas e por consequência pecaremos.

Então o que fazer se durante o nosso dia, estamos tão susceptíveis a elas, onde estivermos lá estarão elas, sempre a espreita de nossas fraquezas e nossas fragilidades, esperando o momento propício para dar o bote, com todo seu relativismo, com todo seu egoísmo, com todos os seus prazeres, o que fazer? Só há uma coisa, fugir. Que! Fugir? Não seria assim eu, então um covarde? E onde esta a Graça de Deus?

Bem, existe uma grande diferença entre covardia e sabedoria, e é exatamente ai onde entra a Graça de Deus. A Graça de Deus nos dá a sabedoria para fugir dessas tentações. Precisamos lembrar-nos de dois momentos cruciais da vida de Jesus, o primeiro quando Ele fugiu dos doutores da lei, tantas pessoas querendo apanhá-lo e Ele escapa (Jo 7,30). Outro momento no deserto, quando por três vezes Jesus é tentado pelo demônio, como Ele de forma sabia escapa novamente (Luc 4,1-13). Ou seja, fugir não é sinônimo de covardia mais no nosso dicionário fugir é sabedoria. Se realmente me conheço, sei que muitas coisas me fazem pecar. E não adianta querer dialogar com a tentação. Não adianta eu querer da uma de forte, preciso me reconhecer fraco para Deus vencer. Gostaria aqui de citar nossos pais no paraíso, mais especificamente Eva, ela quis dialogar com a serpente (Gen 3, 1-7), caiu, talvez ela achasse que não, como muitas vezes nós também achamos, muitas vezes, achamos que uma “espiadinha” não nos fará mal, quando na verdade essa simples espiadinha polui nossos pensamentos e nossa memória, somos atormentados por pensamentos que surgem em conversas que achamos que não nos fará mal, ou por cenas de novelas que por vezes ainda achamos que não há nada demais assistirmos, ou festas que aparentemente não nos causa nenhum mal, mais que no fundo de nossa alma suja e mancha o templo santo de Cristo.

A tudo isso só nos há uma coisa a fazer, Fugir! Não temos escolha, é fugir da tentação. Isso nos fará ganhar o céu.
 
Texto Publicado em WagnerGamaRN

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Septuagésima

por Carlos Ramalhete


Quanto eu era criança e estudava de manhã, eu sempre ficava impressionado com um amigo e colega de colégio, que morava defronte à escola. Havia três sinais, três toques da campainha, antes do início da aula: no primeiro, sabíamos que ainda havia 15 minutos para o início da aula. No segundo, sabíamos que era a hora de entrar na sala. No terceiro, as portas se fechavam e quem não houvesse entrado teria que esperar o início da próxima aula.

Este meu amigo, aproveitando que da cama à carteira escolar havia menos de duzentos metros, havia desenvolvido o hábito de acordar com o primeiro sinal, vestir-se, descer correndo as escadas de casa, atravessar a rua, subir correndo as escadas da escola, e entrar na sala imediatamente antes das portas se fecharem. Sentava, provavelmente com gosto de cabo de guarda-chuva na boca, remelas pendendo das pálpebras inchadas e o raciocínio confuso de quem ainda não acordou direito. Mas sentava na carteira; estava lá na hora da aula.

Estes três sinais, que eram para nós um aviso gradual, eram para ele outra coisa: um susto, uma correria que para ele se justificava pelos minutinhos a mais de sono que ele conseguia ter.

A Igreja, na sua sabedoria, desenvolveu ao longo dos séculos uma prática de "gradualidade", de preparação cuidadosa de cada momento importante. Antes do Natal, temos o Advento; hoje, com a transformação do Natal em festa comercial, muitos têm a impressão de que o Tempo do Natal é imediatamente antes da festa, acabando nela. Na verdade, antes do natal é o Advento, tempo de preparação, com o Natal propriamente dito durando do dia da festa ao dia de Reis.

E antes da Páscoa, que é a festa por excelência, a festa em que celebramos a nossa Salvação, o presente imerecido e maravilhoso que Deus nos deu em Seu amor, temos a Quaresma.

O termo "Quaresma" é uma corruptela de "quadragésima" - 40a - por corresponder a quarenta dias de penitência, em que nos preparamos, tentando nos livrar das muitas armadlhas do mundo, para que sejamos menos indignos de receber tão magnífico presente, pela Páscoa. Na Quaresma não se canta o Aleluia, na Quaresma não se canta o Glória. É um tempo penitencial, um tempo de recolhimento e preparação.

A Quaresma, contudo, nem sempre começou tão subitamente; hoje, infelizmente, no calendário ordinário passamos diretamente do tempo comum ao auge do tempo penitencial. O resultado é que muitas vezes chegamos à Quaresma como meu amigo chegava à sala de aula: remelentos, olhos inchados, com gosto ruim na boca e sem entender muito bem o que está acontecendo.

No calendário clássico, que ao lado do atual - embora menos comum - continua sendo usado e orientando a vida litúrgica da forma extraordinária do Rito Romano, a Quaresma - quadragésima - é precedida de um tempo chamado Septuagésima.

Este tempo conta três domingos: o Domingo da Septuagésima propriamente dito, o Domingo da Sexagésima e o Domingo da Quinquagésima (também conhecido como Domingo de Carnaval). Como as semanas não têm dez dias, os nomes são simbólicos, lembrando-nos dos setenta anos de duração que teve o exílio babilônico do povo hebreu e contando o tempo para a chegada da Quaresma.

Como os três sinais que na escola avisavam que a aula iria começar em breve, dando-nos tempo para subir com vagar as escadas, lavar o rosto, preparar-se para aprender, o tempo da Septuagésima é um tempo em que podemos ir aos poucos nos aproximando do mistério quaresmal, podemos ir aos poucos restringindo os nossos mimos, a nossa "vida fácil", para que entremos na Quaresma já em pleno espírito penitencial.

Em muitas tradições cristãs, a abstinência começa antes da Quaresma; os gregos, por exemplo, que se abstém não apenas de carne, como nós (no Brasil há a possibilidade de trocar a abstinência de carne por outra penitência, mas é a abstinência a regra), mas também de ovos e derivados de leite, cortam a carne num domingo, os ovos e derivados mais tarde, etc., de modo a ir aos poucos acostumando-se ao rigor quaresmal. Entre nós, por muito tempo foi comum que os monges iniciassem sua abstinência na Sexagésima e os clérigos na Quinquagésima, com o laicato assumindo-a apenas na Quarta-Feira de Cinzas.

Outros sinais, contudo, permaneceram na forma clássica da liturgia. O Aleluia, por exemplo, não é mais cantado ou dito na forma extraordinária a partir do início da Septuagésima. Em muitos lugares havia até mesmo o hábito de fazer uma despedida solene - ou mesmo um enterro, com caixão e tudo! - do Aleluia; na Europa, havia hinos celebrando tristemente esta separação entre os habitantes da terra - indignos de cantá-lo - e os habitantes do Céu, que nunca param de fazê-lo. Antes do Evangelho, O Aleluia é substituído no Domingo da Septuagésima pelo De Profundiis: "das profundezas clamo a Vós, Senhor..."

Ao mesmo tempo vai-se o Glória, que só voltará, em júbilo, na Páscoa.

No entanto, a vida continua mais ou menos igual: ainda não há jejum, ainda não há abstinência, as imagens dos Santos ainda não foram cobertas por panos roxos (belo costume quaresmal ainda presente em muitos lugares), já presentes nos paramentos. É uma preparação para a Quaresma, uma série de avisos, uma entrada gradual no Mistério quaresmal, que será assim atingido aos poucos, para que a sua chegada súbita não nos pegue desprevenidos. Nada de sustos, nada de olhos inchados e remelentos!

As leituras da Santa Missa ajudam nesta preparação: No Domingo da Septuagésima, lê-se a história da Queda. Em seguida, vai-se percorrendo a História da Salvação, da Redenção; A Igreja nos conta de Noé na Sexagésima, e de Abraão na Quinquagésima: não estamos sozinhos! Na Quarta-Feira de Cinzas, fala-nos o santo profeta Joel: "Jejuai!" E recomenda Nosso Senhor: "quando jejuardes, não façais como os hipócritas"...

É a Quaresma que se inicia, preparando-nos, burilando-nos, polindo-nos para que, chegada a Páscoa, possamos nos reencontrar, felizes, com o Aleluia, com o Glória, com a re-ligação de Céus e Terra, na perfeita similitude e presença da Missa eterna da Jerusalém celeste em cada Missa celebrada em cada pequena capelinha do interior.

Pediu o Santo Padre que haja em enriquecimento mútuo das Formas Ordinária e Extraordinária da liturgia. Isto inclui, evidentemente, os calendários. Espero em Deus que a Forma Ordinária recupere em breve este tesouro, tão adequado à natureza humana, tão perfeitamente alinhado a nossas necessidades, que é o tempo da Septuagésima.

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E cala-se o Aleluia. E faz-se o silêncio. E chega, belo e assustador em toda a sua mística dimensão, o Mistério da Quaresma, Mistério de amor e de dor, de penitência e de esperança.

Unamos nossa voz à dos gregos, que cantam por esses dias:

"Abriu-se a porta da penitência; vinde, amigos de Deus, apressemo-nos de entrar, temendo que o Cristo no-la feche como a indignos! Ó, irmãos, munamo-nos da pureza, da abstinência, da modéstia, da força, da prudência, da oração e das lágrimas: é por estas virtudes que se abrirá para nós o sendeiro da justiça."

Laus tibi, Domine, Rex œternœ gloriœ !