Mostrando postagens com marcador moral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador moral. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de maio de 2011

SOCORRO - Querem canonizar Pôncio Pilatos!

  Autor: Everton do N. Siqueira                     



Pilatos podia libertar Jesus mas não queria assumir essa responsabilidade e tentou, por diversas vezes, fazer algo que aqui no Brasil chamamos de "jeitinho brasileiro", ou seja, tentou resolver as coisas "na paz", ficando neutro ao episódio e agradando ambas as partes: primeiro enviou-o a Herodes, achando que este iria tomar uma atitude, mas logo Herodes "passou o bastão" novamente a Pilatos. O governador questionou o povo judeu, tentando fazê-los mudar de idéia, alegando não encontrar crime algum em Jesus (Conf. Lc 23,4. 14-15), também tentou libertá-lo, colocando-o lado a lado com um grande bandido da época (Conf Mt 27,17) achando que os judeus libertariam Jesus e condenariam Barrabás. Por fim, acabou lavando as mãos (Mt 27, 24) e deixou Cristo à mercê da vontade do povo judeu.


Procurei nas Sagradas Escrituras o personagem que melhor representasse a atual crise da Igreja, em especial da Igreja no Brasil e encontrei em Pôncio Pilatos o exemplo perfeito.

Muitos cristãos parecem seguir e imitar não Aquele que é o Caminho a Verdade e a Vida (Jo 14,6), mas aquele que, para agradar a multidão (Mc 15,15) teve a atitude patética de lavar as mãos (Mt 27,24), achando que com isso estaria, de fato, inocente do sangue do Homem.

A sentença de Pilatos foi proferida sob a pressão dos sacerdotes e da multidão, o pretor romano queria ficar inerte à situação (2), "sob a pressão pública Pilatos encarna então atitudes que parecem dominar nos nossos dias: a indiferença, o desinteresse, a conveniência pessoal. Para se viver serenamente, e por vantagem própria, não se hesita em esmagar a verdade e a justiça" (3).

Quantas vezes a sociedade se cala perante abusos que ameaçam nossa raiz cristã? Quantas vezes podemos ajudar de forma mais sólida alguém que sofre as consequências de uma vida no pecado e nos calamos? Quantas vezes, conscientemente, agimos contrariando nossa própria fé, lavando as mãos da aliança que selamos no batismo? Quantas e quantas vezes temos atitudes semelhantes à de Pilatos, lavamos nossas mãos e largamos a responsabilidade para o próximo?

Pilatos, sendo a autoridade civil responsável, poderia ter solto Jesus e no seu íntimo desejava vê-lo livre (Conf. Lc 23,20) mas, diante da pressão e do medo das represálias, tomou a atitude que hoje parece imperar, se acovardou diante das ameaças e deixou a responsabilidade a outrem.


Nossa Terra de Santa Cruz, colonizada por cristãos e catequisada pelos Jesuítas, hoje corre sérios riscos, diante de ameaças jamais vistas como a ditadura do politicamente correto, o avanço dos movimentos homossexuais, das marchas abortistas e das seitas relativistas e o que tem sido feito para tentar frear ou pelo menos amenizar esse perigo? Padres não falam de moral em suas homilias, bispos se calam diante de iniciativas desumanas como leis e projetos que tramitam no Congresso e os leigos, em sua maioria, continuam a ser cristãos no País das Maravilhas, bastando ir à Missa aos Domingos e viver sua vida "à deriva", como se nada acontecesse à sua volta.


"Para muitos, o cristianismo é uma atividade dominical, que às segundas-feiras, não mais lhes interessam."(Martin Luther King)


Hoje, vemos católicos vivendo um cristianismo ilusório, esquecendo dos grandes mártires do passado. Para a grande maioria, basta dizer da boca pra fora "sou cristão", rezar algumas orações, comprar uma camiseta temática com  estampa religiosa e participar de algumas atividades paroquiais que já está garantindo o seu"Certificado de Bom Cristão".


O pecado por omissão


"Confesso a Deus Pai Todo Poderoso, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e OMISSÕES..."

A fórmula acima, retirada do Confiteor, parece ser ignorada em partes, pois os pecados por omissão, frutos da preguiça e do egoísmo, parecem passar longe dos confessionários. Na grande maioria das vezes o "espírito de Pilatos" fala mais alto quase de forma automática,sempre é o próximo que tem a obrigação de solucionar os problemas e buscar melhorias na sociedade.

Diante deste "mundo da omissão", cabe aos católicos conscientes, antes de querer jogar a responsabilidade a outrem, fazer a sua parte e buscar amenizar ou impedir que o próximo peque ou falhe em suas obrigações.


Infelizmente, a sociedade "politicamente correta" tenta acabar com a caridade e com o amor entre as pessoas, incentivando que as mesmas vivam de forma egoísta, deixando à mercê dos governantes todas as formas de educação, cultura e caridade. Um exemplo dessa caricatura cívica é facilmente percebida quando as pessoas dizem para "cada um cuidar da sua vida" na mesma medida em que seguem todas as leis, na forma como o "governo quer cuidar da vida delas".


"As nossas vidas estão em profunda comunhão entre si; através de numerosas interacções, estão concatenadas uma com a outra. Ninguém vive só. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Continuamente entra na minha existência a vida dos outros: naquilo que penso, digo, faço e realizo. E, vice-versa, a minha vida entra na dos outros: tanto para o mal como para o bem." (4)

Cabe ao cristão, antes de temer estar se "intrometendo na vida alheia", corrigir e alertar ao próximo sobre os erros que o circulam, de forma caridosa, fraterna e sabendo distinguir o pecado e o pecador. A não ajuda ao próximo que está precisando, quando sabemos que podemos ajudar, caracteriza-se, na maioria das vezes, um reflexo da imagem covarde de Pôncio Pìlatos.


"Senhor Jesus Cristo, peço-lhe perdão por todas as vezes em que podia ajudar e não ajudei, podia vigiar e não vigiei. Peço lhe perdão por não ter orado como devia, por não interceder como devia, não comandar como devia e por não usar da autoridade como devia. Peço-lhe perdão por me calar quando devia falar e por falar quando devia me calar. Imploro sua infinita misericórdia por todas as minhas omissões. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém."











terça-feira, 22 de março de 2011

Quantos eu te amo ??

amor de mãe é incondicional.Porque não depende daquilo que o filho tenha para oferecer. Não depende do que o filho possa vir a se tornar no futuro. Não depende dos dotes estéticos que o filho possua. Não depende de nada. Amor de mãe é incondicional porque simplesmente ama.
E todo filho é digno de ser amado. Não importam as limitações que ele porventura tenha. Não importam as deficiências que ele apresente. Não importa o tempo durante o qual ele esteja entre nós. Não existem vidas mais dignas do que outras. Porque toda vida é inviolável.
Muito já foi falado sobre este assunto. Talvez seja verdade que as palavras convencem, mas os exemplos arrastam. Eis, portanto, os exemplos. Em apenas três minutos. Quem pode dizer que não vale a pena…?
.
Que a Virgem Santíssima, Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas e dos nascituros, seja em nosso favor. Que Ela, que é Virgem e Mãe, nos ensine o valor de uma vida. Que Ela nos faça entender que os mais fracos devem ser protegidos, e não eliminados. Que Ela interceda pelo Brasil.
__________________________
fonte:Deus lo Vult!